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“Devemos apresentar Jesus de Nazaré compartilhando a vida, as esperanças, as angústias do povo e mostrar que ele é o Cristo crido, proclamado e celebrado na Igreja” (cf. João Paulo II, Discurso Inaugural da Conferência de Puebla, 1979)

Como o garimpeiro faz para obter entre as inúmeras pedras um pedacinho de ouro ou de diamante; assim contemplamos a caminhada feita até aqui a partir das luzes para a fé dos nossos povos e para nossa ação evangelizadora que tem Maria como Estrela da Evangelização. O que colhemos da história de Maria nos ajuda cada dia a comprometermo-nos a um discernimento das devoções, orientando-as para que partam da vida, alcancem a totalidade das pessoas e sejam instrumentos de vivência do amor, da fidelidade à fé e à comunhão eclesial.

Ajuda-nos em nossa expressão de devoção mariana solidária a atitude de estar atentos àqueles mais necessitados, tornando-os portadores da Boa Notícia do Reino. A história de Maria nos ajuda também a repensar e a capacitarmos, pessoal ou coletivamente. Conscientiza--nos a uma participação mais efetiva na sociedade, para podermos doar aos irmãos e irmãs do nosso tempo num sentido de vida plena e profunda. A história nos mostra que na evangelização renovada do homem e da mulher, e dos povos da América Latina, Maria é colocada no centro principal da Igreja. Essa tarefa consiste na acolhida e na vivência da salvação trazida por Jesus Cristo. “Devemos apresentar Jesus de Nazaré compartilhando a vida, as esperanças, as angústias do povo e mostrar que ele é o Cristo crido, proclamado e celebrado na Igreja” (cf. João Paulo II, Discurso Inaugural da Conferência de Puebla, 1979).

As palavras do Magnificat, apresentadas pelos Bispos de Puebla como o espelho da alma de Maria é uma característica que revela quem realmente é, e como é o seu interior. A Conferência de Puebla nos convida a olhar aquela Maria que proclama a grandeza de Deus como paradigma da espiritualidade dos pobres de Javé. Assim, podemos formar, a partir da figura e exemplo de Maria, discípulos e missionários, comprometidos na história, protagonista da mesma e não só mero protagonista. Os santuários marianos são lugares onde podemos encontrar mais participação  e  presença  de  fiéis.  Eles  representam para cada povo a habitação onde a mãe lhes permite celebrar a vida, apesar da vida ser-lhes muito difícil. Muitos peregrinos chegam com uma esperança grande, às vezes levados pela necessidade e até pela angústia. E estes santuários são excelentes lugares de evangelização, verdadeira luz para a ação evangelizadora, o encontro com a fé cada vez mais purificada que os conduz a Cristo sem desconsiderar a presença materna de Maria como caminho que conduz a Deus. Nas palavras de João Paulo II, um belo incentivo para continuar neste caminho de unir a teologia acadêmica àquela da vida e da piedade de nosso povo. O olhar de Maria  faz  os  seus  filhos,  sem  distinção alguma, sentirem-se no abrigo do seu manto.

Aqui, na Paróquia da Imaculada Conceição, Santuário de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em Campinas, Maria nos convoca a semear o Evangelho. Ela que nos acompanha e nos acompanhará a caminho deste povo peregrino sempre a buscar o socorro da Mãe de Jesus. Ela faz parte do povo, caminha com seus filhos, animando-os e encorajando-os no caminho da vida. Isto nós sentimos profundamente quando as pessoas cantam, nos diferentes idiomas: “Pelas estradas da vida, nunca sozinho estás...” “Socorrei-nos ó Maria, neste nosso caminhar, os doentes e os aflitos vinde todos consolar...”


  Ir. Maria Suares
Franciscana da Ação Pastoral

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