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Salomão, no final de sua vida, deixou-se corromper e adorou ídolos, e construiu templos para eles. Por isso houve grande revolta entre as tribos, e o reino de Salomão se dividiu em dois: o reino do norte e o reino do sul. A unidade que daria força, foi rompida, e os povos estrangeiros destruíram Jerusalém, levando seus dirigentes como escravos.
 
Acabou a utopia do reinado universal e Israel. Fracassadas as expectativas de um reinado universal, os profetas, principalmente Isaias, começaram a prometer que o reinado seria restaurado, e que um descendente da linhagem de Davi, iria reinar sobre todo Israel, livrando-o de todos os inimigos. Quanto mais Israel era oprimido e humilhado, mais os profetas e salmistas animavam o povo com a esperança de um grande rei que iria estender seu reinado sobre toda a terra. Por meio dessas profecias e cânticos, a idéia do Reino de Deus, era a força que sustentava a fé em Javé – o único Deus.
 
Por ser Javé um Deus, maior que todos os deuses, era mais do que natural que este Deus dominasse todos os povos.
 
A idéia religiosa fortalecia as lutas do povo, e, perder uma batalha, era destruir a grandeza de Javé. Assim, o significado do reino de Deus foi se transferindo para o sentido espiritual: o reino existe quando Javé é o Senhor. Reino se identificava com a libertação da escravidão, e com a vida feliz. Foi dentro deste sentido que João Batista fazia suas veementes pregações. Jesus também, no começo de sua vida missionária, deixou-se conduzir por essa idéia do reino de Deus.
 
Pe. Ângelo Licati, CSsR

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