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Celebrar o perdão que o  Senhor nos concede restaura a nossa comunhão com Deus e os irmãos. O Santuário de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro dedica um espaço privilegiado para a celebração do Sacramento da Penitência, também chamado de Sacramento da Reconciliação. De acordo com o Catecismo da Igreja Católica (CIC), o “Senhor Jesus Cristo, médico das nossas almas e dos nossos corpos, que perdoou os pecados ao paralítico e lhe restituiu a saúde do corpo quis que a sua Igreja continuasse, com a força do Espírito Santo, a sua obra de cura e de salvação, mesmo para com os seus próprios membros”.

Segundo o CIC, três conceitos importantes acompanham este sacramento: conversão, penitência e reconciliação. Conversão, pois realiza sacramentalmente o apelo de Jesus à conversão e o esforço de regressar à casa do Pai, da qual o pecador se afastou pelo pecado. Penitência, porque consagra uma caminhada pessoal e eclesial de conversão, de arrependimento e de satisfação por parte do cristão pecador. E confissão, elemento essencial deste sacramento, em que se reconhece a santidade de Deus e da sua misericórdia para com o homem pecador.

O Catecismo lembra ainda que este é o sacramento do perdão, pela absolvição sacramental do sacerdote, em que “Deus concede ao penitente o perdão e a paz”. “Só Deus perdoa os pecados. Jesus, porque é Filho de Deus, diz de Si próprio: ‘O Filho do Homem tem na terra o poder de perdoar os pecados’ (Mc 2, 10) e exerce este poder divino: ‘Os teus pecados são-te perdoados!’ (Mc 2, 5). Mais ainda: em virtude da sua autoridade divina, concede este poder aos homens para que o exerçam em seu nome”.
 

Preparação

- A celebração do sacramento é resultado de um período de refl exão. “No coração, a contrição; na boca, a confi ssão; nas obras, toda a humildade e frutuosa satisfação”, ensina o Catecismo. Antes de se dirigir ao confessionário, é preciso fazer um conveniente exame de consciência, à luz da Palavra de Deus. Sugere-se para este momento as passagens bíblicas referentes ao Dez Mandamentos, as palavras de Jesus no Sermão da Montanha e os ensinamentos dos Apóstolos.

O relato da confissão ao sacerdote é parte essencialdo sacramento. No entanto, não se trata de um relatório detalhado, mas de um reconhecimento das faltas cometidas e suas consequências. Para isso, é preciso que não haja timidez. Diz o Catecismo, “porque, se o doente tem vergonha de descobrir a sua ferida ao médico, a medicina não pode curar o que ignora”. Recomenda-se a confi ssão ao menos uma vez ao ano, e quem tiver consciência de haver cometido um pecado, não deve receber a sagrada Comunhão, mesmo que tenha uma grande contrição. No entanto, a Igreja recorda que “sem ser estritamente necessária, a confi ssão das faltas quotidianas (pecados veniais)é recomendada, pois ‘a confi ssão regular dos nossos pecados veniais ajuda-nos a formar a nossa consciência, a lutar contra as más inclinações, a deixarmo-nos curar por Cristo, a progredir na vida do Espírito”’.
 

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