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O combate à corrupção é responsabilidade de todos. Já a prática da solidariedade é sinal de esperança


Quando se fala em corrupção no Brasil, logo vem à mente das pessoas as atitudes praticadas por políticos. Esquecemos, porém, que há práticas cotidianas que também podem ser classificadas como corrupção. E o cristão não pode permitir que tais atitudes façam parte do seu dia a dia: seja furar uma fila, tentativas de suborno a algum tipo de fiscalização, falsificar carteiras de estudante, entre outras.

Para o Procurador da República em Goiás, Hélio Telho, esses pequenos atos de corrupção surgem sempre que a lei se torna obstáculo a algum interesse pessoal. “Esses pequenos atos de corrupção no dia a dia, que é a nossa cultura de dar sempre ‘um jeitinho’ para contornar a lei quando ela não nos beneficia, quando ela afronta os nossos interesses, vão ganhando uma força enorme e chegam ao ponto em que estamos hoje”, ressalta.

A corrupção também é um entrave ao desenvolvimento econômico, social e cultural do país. A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) chamou a atenção na Campanha da Fraternidade de 2015 para esse tema, ao convocar os cristãos leigos a assumirem a sua responsabilidade na vida pública, opondo-se a toda forma de injustiça. A CNBB também apoia a proposta de reforma política e democrática, juntamente com mais de cem instituições.

O professor do Núcleo de Estudos Sociopolíticos da PUC Minas, participante da coalizão, Robson Sávio, afirma que os cidadãos não podem ser convidados a definir os interesses da sociedade somente em época de eleições. “É importante que essa participação seja realizada no cotidiano. Acredito que o principal problema hoje a ser enfrentado é o distanciamento cada vez maior entre os eleitores e os políticos eleitos.”, completa.

BOM CAMINHO -
Na contramão da corrupção, a solidariedade do brasileiro traz a esperança de dias melhores. A Igreja no Brasil desenvolve diversas ações sociais que podem melhorar as condições de vida de muitas pessoas. Na Matriz de Campinas são vários exemplos de que a prática da caridade e do amor ao próximo podem trazer mudanças significativas. O Centro de Assistência Social de Campinas (CASC) atende mais de mil pessoas todos os meses, graças à solidariedade dos fiéis da Paróquia, que realizam doações principalmente de alimentos e roupas. Por meio do voluntariado, a instituição também oferece assistência social, educacional, cultural e médica. De acordo com a coordenadora do CASC, ir. Maria José de Oliveira, no Natal são doadas 1.800 cestas, além das que já são doadas durante todo o ano. “É um trabalho solidário que é realizado o ano todo, mas que nessa época é intensificado devido a uma maior sensibilização das pessoas”, aponta a irmã.

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