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Imagine você, qual era a situação de Jesus, em meio à efervescência religiosa e política de seu povo.
 
Observado e vigiado de perto por seus inimigos gratuitos: escribas, fariseus, anciãos, doutores da Lei, que se julgavam prejudicados pela conduta de Jesus, qualquer deslize podia se tornar perigoso para ele. Convivia com os pobres, os doentes, os desprezados e rejeitados; sentia sua angústia e opressão; partilhava de sua fome e sede de justiça, e seu coração encheu-se de misericórdia e compaixão. Percebeu que a origem de todos os males estava radicada no fundo do coração humano: o egoísmo, o orgulho, a ganância, geravam as situações de injustiça, violência e opressão.
 
Se o mal estava no coração, era necessária a mudança do coração. Por isso, optou pelo caminho da bondade e da misericórdia, convidando a todos para a conversão: suas primeiras palavras, após o seu batismo, foram: “Completou-se o tempo! O Reino de Deus está próximo. Convertei-vos!” (Mc 1, 15) Logo depois, foi para a sua cidade, Nazaré, e lá – ao fazer a leitura do Profeta Isaías aplicou a si mesmo as palavras proféticas: O espírito do Senhor está sobre mim, porque me ungiu para evangelizar os pobres, mandou-me anunciar aos cativos a libertação, aos cegos, a recuperação da vista, por em liberdade os oprimidos, e proclamar um ano da graça do Senhor. Cumpriu-se hoje esta passagem da Escritura diante de vós (Lc 4, 18-21). Sem alarde, sem guerra, sem mortes, Jesus estava inaugurando o reinado de Deus.
 
Pe. Ângelo Licati, CSsR

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